sábado, 29 de setembro de 2012

Uma vez,
Tive a rosa do amor,
na minha mão, 
vermelha a cor,
que colhi e me apaixonei.
Mas por mero motivo
a desflorei.
Não sei se foi de mim
ou se por virtude própria
se desflorou,
mas algo se sucedeu
e a cor vermelha desvaneceu.
Outra igual nunca mais vi
apenas a sonhei ,
mas o vento não ma trouxe,
mas o vento não ma trouxe.
Ou então não a quis trazer.
Ou então não me quis dar
tamanha felicidade novamente,
com medo que voltasse a desflorar.
Agora do vento ja nada espero.
E do mundo?
Do mundo, 
já muitas rosas vi,
poucas colhi,
e menos ainda conquistei.
Apenas por uma me apaixonei
e difícil vai ser esquece-la e,
saber que não vou voltar a tê-la,
na minha mão,
mata-me por dentro,
destrói-me o coração.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ele e Ela




Ela nasceu
E o conquistou.
Ela o conheceu
E dele gostou.

Ele a conquistou,
Sua dama perdida.
Decidiu amá-la
Para o resto da vida.

Outro Ele apareceu
E de olho nela ficou.
Ela com ele se deu
E por este se apaixonou.

O Romance de Ele e Ela
pelo segundo terminou,
mas Ela nao espera
E novo romance começou




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dá-lhe um tempo. Deixa-o respirar e se entender



Quando eu te vejo, aqui,
A olhares o céu,
Encostada a mim,
A compreenderes o teu amor,
Tua dócil paixão,
Sinto mesmo o calor
Desse teu coração
Que se enche de cor.
Que ao ver-me passar,
Que ao ouvir-me falar,
Se poe a sorrir.
Amor, minha Julieta
Eu vou ter que partir.
Novamente em busca de algo novo,
Em busca de um novo eu.
Voltarei é certo
E dar-te-ei tudo o que é meu.
Dar-te-ei meu amor,
Meu mundo de mão beijada.
Dar-te-ei tudo o que tenho,
Porque te amo!
(Só preciso de me entender.)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Margarida, a Pequena Grande Infanta de meu Mundo


Ontem vi uma menina pequenina, franzina e bonita. Era esperta e falava como se não houvesse amanha entre outros meninos e meninas, mesmo não sabendo certas palavras, não as articulando. Quando olhei para ela... Phiuu! Tinha a certeza de que era a menina mais bonita da sua idade, de que tinha a carinha mais bonita da sua idade, com aqueles caracóis loirinhos e reluzentes que pareciam puro ouro amarelo, pura preciosidade. Não os cabelos, mas sim a menina. Era tão parecida contigo. Talvez tenha sido por isso que eu me apaixonei por ela. Talvez tenha sido por isso que, ao vê-la, não tenha visto mais nada em meu redor, não tenha sentido o sol de Agosto a bater-me nas costas, ou ate mesmo a brisa fresca, momentânea e rara da praia. Senti apenas o meu deslumbre por ela, apenas a felicidade de a ter encontrado. Assim que me viu, abraçou-me. Não me perguntes o porquê pois eu não to saberei esclarecer. Parou a sua brincadeira, largou o seu ilustrado balde e a sua pá cor-de-rosa aos pés das outras crianças, começou a correr em minha direcção e, ao chegar ao pé de mim, parou. Num incrédulo instante, dei conta que me abraçara, assim, do nada, sem motivo ou razão direta e explícita. Apertou-me com tamanha força que nem respirar conseguia, nem pequenas golfadas de ar, miseras inspirações. Ao largar-me, senti que reunira todas as suas forças e seus sentimentos no único beijo que deu na minha cara. Tao forte! Com uma boca tão pequenina senti que me ofereceu um mundo inteiro, apenas e somente com um dos seus beijos inocentes. De repente ouvi a sua mãe a chamá-la. Margarida era o seu nome. O nome de uma verdadeira Princesa. Por agora, era apenas uma Infanta, uma pequena Infanta. A mãe pegou-a pela mão, tirou-lhe uma réstia de areia que tinha nos braços e nas pernas e pediu-me desculpa pela filha, envergonhada. Eu sorri. A minha resposta foi simplesmente um sorriso sincero. Eu acenei de despedida à menina. Ela e a mãe desapareceram pelo meio de todos aqueles guarda-sóis e essa foi a primeira e última vez que vi a Margarida.
Quem me dera que a minha filha fosse assim. Quer dizer, a NOSSA.   

quinta-feira, 30 de agosto de 2012


Abre o caderno.
Arranca uma folha.
Encaminha os sentimentos para a ponta da língua.
Grita.  Fala mas em voz alta
Exprime os sentimentos de tal forma
que todo o mundo os ouça,
e sinta, como se lhes pertencessem;
Para a ponta dos dedos.
Sente-os a percorrerem a tua pele,
a tua corrente sanguínea,
como se fossem um só.
Vocês são um só.
Pega na caneta e escreve-os.
A magia fluirá.