sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Margarida, a Pequena Grande Infanta de meu Mundo


Ontem vi uma menina pequenina, franzina e bonita. Era esperta e falava como se não houvesse amanha entre outros meninos e meninas, mesmo não sabendo certas palavras, não as articulando. Quando olhei para ela... Phiuu! Tinha a certeza de que era a menina mais bonita da sua idade, de que tinha a carinha mais bonita da sua idade, com aqueles caracóis loirinhos e reluzentes que pareciam puro ouro amarelo, pura preciosidade. Não os cabelos, mas sim a menina. Era tão parecida contigo. Talvez tenha sido por isso que eu me apaixonei por ela. Talvez tenha sido por isso que, ao vê-la, não tenha visto mais nada em meu redor, não tenha sentido o sol de Agosto a bater-me nas costas, ou ate mesmo a brisa fresca, momentânea e rara da praia. Senti apenas o meu deslumbre por ela, apenas a felicidade de a ter encontrado. Assim que me viu, abraçou-me. Não me perguntes o porquê pois eu não to saberei esclarecer. Parou a sua brincadeira, largou o seu ilustrado balde e a sua pá cor-de-rosa aos pés das outras crianças, começou a correr em minha direcção e, ao chegar ao pé de mim, parou. Num incrédulo instante, dei conta que me abraçara, assim, do nada, sem motivo ou razão direta e explícita. Apertou-me com tamanha força que nem respirar conseguia, nem pequenas golfadas de ar, miseras inspirações. Ao largar-me, senti que reunira todas as suas forças e seus sentimentos no único beijo que deu na minha cara. Tao forte! Com uma boca tão pequenina senti que me ofereceu um mundo inteiro, apenas e somente com um dos seus beijos inocentes. De repente ouvi a sua mãe a chamá-la. Margarida era o seu nome. O nome de uma verdadeira Princesa. Por agora, era apenas uma Infanta, uma pequena Infanta. A mãe pegou-a pela mão, tirou-lhe uma réstia de areia que tinha nos braços e nas pernas e pediu-me desculpa pela filha, envergonhada. Eu sorri. A minha resposta foi simplesmente um sorriso sincero. Eu acenei de despedida à menina. Ela e a mãe desapareceram pelo meio de todos aqueles guarda-sóis e essa foi a primeira e última vez que vi a Margarida.
Quem me dera que a minha filha fosse assim. Quer dizer, a NOSSA.   

quinta-feira, 30 de agosto de 2012


Abre o caderno.
Arranca uma folha.
Encaminha os sentimentos para a ponta da língua.
Grita.  Fala mas em voz alta
Exprime os sentimentos de tal forma
que todo o mundo os ouça,
e sinta, como se lhes pertencessem;
Para a ponta dos dedos.
Sente-os a percorrerem a tua pele,
a tua corrente sanguínea,
como se fossem um só.
Vocês são um só.
Pega na caneta e escreve-os.
A magia fluirá.


Somente a sós contigo
Imaginei q’amor pintava
Mais uma tela de madeira
Por uma vida desabraçada
Leio traços, leio cores
Enquadro reinos desenquadrados
Simplesmente tu,
Minha rainha de reinos alados
Entre certos dias vi
Numa vida acabada
Tu e eu, apenas nós
E a inquietação duma boca beijada

Tu, eu e nosso amor
Um dia relembrei…

Meros erros meus





Meros erros meu
Que por amor os cometi
Pobre coração teu
Que dor e sofrimento viveu
Por erros meros que cometi.
Mais que amor, duas vidas.
Peço perdão. Uma!
Peço perdão. Duas!
Peço perdão. Três!
Começou bem
Mas bem não acabou.
Foi por ti que ele bateu
E por ti que ainda bate.
Terá sido certeiro?
Não. O cupido falhou.
Meros erros cometi
E este amor eu não vivi…

Hoje ao acordar



Hoje ao acordar
Reparei que as nuvens não se movem
Mas que a chuva continua a cair.
Volto a acordar
Reparando nas lágrimas que chovem
Ao longo do meu sorrir

Hoje ao recolher
Reparei que a Lua não brilha só para nós
Nas noites de nostalgia
Pois brilha o coração, ao saber
De cor, o som da tua voz
Sim ele brilha radiante de alegria.

Agora chove mais.
Agora sorrio menos
Agora sinto-me agitado
Mesmo nos momentos mais serenos.
Cheguei ao ponto de me odiar
ao ires embora sem te deixar saber
que toda a vida vives
sendo  a razão do meu viver,
a juventude do meu ser…