Uma vez,
Tive a rosa do amor,
na minha mão,
vermelha a cor,
que colhi e me apaixonei.
Mas por mero motivo
a desflorei.
Não sei se foi de mim
ou se por virtude própria
se desflorou,
mas algo se sucedeu
e a cor vermelha desvaneceu.
Outra igual nunca mais vi
apenas a sonhei ,
mas o vento não ma trouxe,
mas o vento não ma trouxe.
Ou então não a quis trazer.
Ou então não me quis dar
tamanha felicidade novamente,
com medo que voltasse a desflorar.
Agora do vento ja nada espero.
E do mundo?
Do mundo,
já muitas rosas vi,
poucas colhi,
e menos ainda conquistei.
Apenas por uma me apaixonei
e difícil vai ser esquece-la e,
saber que não vou voltar a tê-la,
na minha mão,
mata-me por dentro,
destrói-me o coração.