"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir." Fernando Pessoa
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
A Carta
Seja essa a carta da tua alma e esta a carta do meu coração. Ao encerrar um capitulo, verifiquemos que não seja o ultimo, que não seja o que finalmente acaba com todo o suspense do nosso livro, da nossa historia : a vida, pois para esse, já temos título conhecido e assustador, irreversível e imprudente, emocional e imprevisível. Chamamos-lhe morte. Mas as crianças nunca morrem não é? Todavia, não é por isso que me ache uma criança, só para ser "imortal" no seu termo literal; gosto de ser criança - seja chamado adolescente ou jovem quase adulto - pois sou ingénuo e genuíno em meus sentimentos. A estes últimos chamas “pontos fracos”. E se os tornasses o teu ponto mais forte? E se os tornasses um exemplo para que não percorras mais caminhos onde não consigas inverter a marcha? Simplesmente, não os ignores. Por isso não faças dessa carta um desabafo da alma ou uma cujo remetente é a alma nem deixes em rascunho o que te enche o coração. Despeja-os num texto, sem sentido para o exterior mas que seja uma obra de arte a nível literário, para ti; que saibas onde estão as pontas soltas de uma historia e o contraste da realidade. Assim podes não esvaziar o a tua consciência, os teus sentimentos que residem no coração, mas decerto que ficarás receptiva a novos sentimentos. Se não o fizeres, podes nunca mais vir a sentir ou ouvir o que precisas, na altura certa, no momento certo, com a pessoa certa. Não podes viver nesse memorial nem continuar a andar dessa maneira, com um passo para diante e dois para trás.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário